11 agosto 2007

Sever do Vouga: Emigrante assaltado e espancado na A25

Uma patrulha da Brigada de Trânsito foi chamada à A25, perto de Talhadas, por um emigrante que acusa uns indivíduos de o terem espancado e roubado.

Um emigrante suíço terá sido espancado e roubado, ontem de manhã, numa zona de refúgio (escapatória de emergência) na A25, na zona das Talhadas, Sever do Vouga.
A vítima, cuja idade não foi possível apurar, queixou-se primeiramente à concessionária AENOR, que imediatamente pediu a intervenção da Brigada de Trânsito de Aveiro. A vítima explicou à patrulha da BT que estaria a descansar na escapatória, no sentido Viseu/Aveiro, quando foi acordado por uns indivíduos, cujo número e características desconhece, que o ameaçaram, espancaram e roubaram, colocando-se em fuga num automóvel cujas características também não conseguiu descrever.
A BT, que apenas tinha sido chamada ao local vários minutos depois, ainda tentou localizar os suspeitos, mas a falta de informações e as inúmeras ligações rodoviárias àquele troço impossibilitaram que tal fosse concretizado.
Segundo apurou a nossa reportagem, o local onde tudo terá decorrido não é uma área de descanso e tem como única função a escapatória de veículos, em caso de avaria (falta de travões), sendo até perigoso parar neste local.
A vítima foi informada que deveria formalizar uma queixa para que as investigações prosseguissem. Não há registo de outras situações similares neste troço da A25. Francisco Manuel
Com a devida vénia, do Diário de Aveiro (11.08.2007)

09 agosto 2007

Feira do Livro de Sever do Vouga

A Feira do Livro de Sever do Vouga vai estar patente ao público no próximo fim-de-semana, 11 e 12 de Agosto, entre as 14 e as 20 horas, no largo do Município.
No decorrer da feira pode assistir no sábado, dia 11, pelas 22 horas, ao concerto de fado pelo grupo "Coimbra".

06 agosto 2007

Incêndio circunscrito em Sever do Vouga

Foram já circunscritos os dois incêndios que lavravam desde o início da tarde nos concelhos de Sever do Vouga e Torres Novas, que chegaram a mobilizar perto de duas centenas de bombeiros.

O incêndio que consumia uma zona de eucaliptal em Ermida, concelho de Sever do Vouga, foi dado como circunscrito às 17h13, quase quatro horas após a sua deflagração. As chamas, que lavraram em duas frentes, foram combatidas por uma centena de bombeiros, apoiados por 24 viaturas e dois aerotanques pesados Beriev, permanecendo os meios terrestres no local para proceder às operações de rescaldo.

Com a devida vénia, do Público On-line (03.08.2007)

05 agosto 2007

Casas e fábrica ameaçadas em Sever do Vouga

Algumas casas e, pelo menos, uma fábrica no lugar de Sobral escaparam, por pouco, às chamas, em Sever do Vouga, onde lavrou, durante a tarde de ontem, um dos incêndios florestais de maiores dimensões deste ano.

As temperaturas elevadas, o acidentado do terreno e os acessos estreitos e sinuosos, aliados a um tipo de povoamento disperso, tudo agravado por a algum vento que se fez sentir, fizeram recear o pior. Mas as chamas acabaram por poupar as casas e outras construções, nos lugares de Paredes, Feira Nova, Sobral e Cascalheira, na freguesia de Pessegueiro do Vouga, deixando, no entanto, atrás de si, um rasto bem visível de destruição e, consequentemente, elevados prejuízos materiais, para além de uns quantos sustos.

As primeiras estimativas apontam para a perda provável de uma área de floresta da ordem dos quatro quilómetros quadrados, que se estende das margens do rio Vouga até às portas da vila de Sever do Vouga e é maioritariamente constituída por eucaliptos.

De acordo com a Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), as chamas terão irrompido, violentamente, por volta das 13.30 horas, próximo de Ermida, um lugar da freguesia de Pessegueiro do Vouga, situado na margem direita do rio Vouga, e chegou a ter várias frentes ao longo da tarde.

Segundo fonte dos bombeiros, tratou-se de uma "deflagração violenta", tendo as chamas derivado, rapidamente, em várias frentes.

"O primeiro foco começou na Cascalheira. Imediatamente a seguir, apareceu outro em Paredes e, num espaço de meia hora, surgiu um terceiro foco de incêndio, atrás do campo de futebol do Pessegueirense, que foi rapidamente extinto por um helicóptero. Todos junto à estrada", testemunha, mostrando "alguma estranheza", o presidente da Junta de Freguesia.

João Henriques foi das primeiras pessoas a chegar ao local do primeiro foco de incêndio. "Era uma fogueirita. Se tivéssemos alguns meios, na freguesia, não tinha atingido estas proporções", diz o autarca.

O incêndio foi combatido, durante toda a tarde, por cerca de uma centena de bombeiros, pertencentes a 14 corporações, desde Espinho à Pampilhosa, apoiados pelas brigadas de intervenção da GNR e da Protecção Civil de Sever do Vouga, tendo sido utilizadas cerca de duas dezenas e meia de viaturas, dois aerotanques pesados Beriev e dois helicópteros.

A Autoridade Nacional de Protecção Civil chegou a dar as chamas como circunscritas, pouco depois das 17 horas. Mas, de repente, quando o incêndio, na margem direita, parecia controlado, as chamas galgaram o rio, para o lado de Cedrim do Vouga, na margem esquerda, onde voltaria a haver um breve reacendimento, mais tarde, por voltas das 19 horas. José C. Maximino
Com a devida vénia, do Jornal de Notícias (04.08.2007)

Sever do Vouga: Chamas ameaçaram casas

A população de Sever do Vouga ainda estava a almoçar quando as chamas começaram a galgar pela encosta da Ermida em direcção a Pessegueiro do Vouga, chegando a rondar algumas casas e provocando o pânico em vários moradores que recorreram a todos os meios para defender os seus bens.

Cerca das 13.30 horas, numa altura em se atingia um pico de calor, as chamas começaram a lavrar «desfavoravelmente» encosta acima, «em direcção às povoações, segundo o comandante dos Bombeiros de Albergaria-a-Velha, Ricardo Bismark. O fogo avançou, ameaçadoramente, «num curto espaço» em forma de «V», alargando cada vez mais a sua frente, obrigando a deslocar para o local meios suplementares: «três helicópteros, um deles associação de empresas do sector papeleiro e de celulose AFOCELCA e dois aviões pesados Beriev».
Só cerca das 17 horas as chamas foram circunscritas, numa altura em que já chegavam às portas da sede da vila. Ao final da tarde, cerca de uma centena de bombeiros de várias corporações do distrito, apoiados por três equipas dos GIP’s da GNR e sapadores florestais, mantinham-se no terreno acorrendo aos vários reacendimentos que se iam verificando.
O cair da noite e a consequente baixa de temperatura eram, segundo os bombeiros, a ajuda fundamental para levar com sucesso as operações de rescaldo que se previam, à hora do fecho desta edição, serem muito demoradas. De acordo com as fontes, foi consumida uma vasta área de eucaliptal e pinhal.
Pânico
«Comecei a sentir o cheiro a fumo e quando vim cá fora vi as faúlhas a passarem-me por cima da cabeça», explicava uma moradora de Pessegueiro do Vouga, entre uma corrida para levar baldes de água aos homens que tentavam molhar o terreno circundante da casa.
Mangueiras, alfaias agrícolas, ramos de árvores, tudo servia para tentar combater as chamas. Outros, com menos forças para enfrentar a desgraça, que não chegou a acontecer, afagavam-se nos braços dos amigos em choro sufocado. O choro e o desespero de quem viu o fogo rondar a casa «construída com o suor de uma vida» era o cenário adicional ao ar cinzento que pintou os céus das freguesias de Sever e Pessegueiro do Vouga.
Cidália Pereira estava fora de casa quando os vizinhos a avisaram que o fogo estava quase a «engolir» a sua casa. «Nem sei como cheguei de Albergaria aqui. Ai meu Deus», gritava, não se cansando de pedir aos bombeiros que não deixassem as chamas avançarem. Francisco Manuel
Com a devida vénia, do Diário de Aveiro (04.08.2007)

02 agosto 2007

Agricultura Biológica em Cedrim

“A agricultura biológica é um mundo de possibilidades que não fazemos ideia. Há muitas maneiras de usar as plantas que desconhecemos”. Quem afirma é Helena Arede, de 52 anos, habitante de Cedrim, que participou no curso de agricultura biológica promovido pela Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA), com o apoio da Junta de Freguesia de Cedrim, que cedeu as suas instalações.

Foram 16 as pessoas que participaram no curso e podem agora dar um novo ânimo às terras de cultivo ou iniciar uma actividade que se avizinha cada mais rentável. Durante 12 dias úteis, os formandos, na sua maior parte mulheres, aprenderam, entre outros, técnicas de reconversão e novas possibilidades de utilização de plantas. “O que por vezes tiramos da terra para não estragar a plantação, é vendido nas cidades aos molhos. E as pessoas compram!”, afirma Helena Arede, com a admiração de quem descobriu que a agricultura biológica dá um novo sentido aos produtos da terra. Para já, pretende aplicar algumas das técnicas. “Estou muito animada e vou tentar aplicar o máximo daquilo que aprendi”, adianta.


Contornar as dificuldades enfrentadas pela agricultura tradicional, muitas vezes impostas por políticas erradas, é um dos objectivos do curso, segundo Albino Silva, da ALDA. “As políticas não têm em conta a agricultura familiar. Há apoios para a agricultura competitiva, mas esquecem da agricultura familiar”, assegura. Para Albino Silva também é importante que as pessoas pensem de um modo mais colectivo para que possam entrar no mercado. “Incentivamos as pessoas a pensarem de forma colectiva e não individualista. Mas cabe ao Ministério da Agricultura apoiar de forma individual os agricultores”, coloca a questão em cima da mesa. No dia 18 de Setembro é a vez da Junta de Freguesia de Silva Escura receber o mesmo curso.
Com a devida vénia do jornal "Beira Vouga" de 31.07.2007

28 julho 2007

Curso de Agricultura Biológica em Cedrim

Sensibilizar as pessoas para as questões ambientais, contribuir para a alteração das práticas agrícolas e permitir o acesso à certificação são os principais objectivos do Curso de Agricultura Biológica que terminou, ontem, na freguesia de Cedrim, em Sever do Vouga. O curso de 72 horas foi organizado pela Associação da Lavoura do Distrito de Aveiro (ALDA) e homologado pelo Ministério da Agricultura, teve início a 12 de Julho, com uma carga diária de seis horas diárias, de segunda a sexta-feira.A agricultura biológica entrou na vida de António Queirós por mero acaso há cinco anos atrás "Comecei a ler uns livros sobre agricultura biológica, interessei-me sobre o assunto e decidi pôr em prática o que tinha lido, ou seja, fui um autodidacta", contou. Começou com o cultivo no quintal para consumo próprio e, há um ano e meio que trabalha numa quinta em Aguada de Baixo, no concelho de Águeda.Aos 55 anos António Queirós quis aprofundar os conhecimentos, inscreveu-se neste curso e em aberto fica a hipótese de certificação. "Quem consome produtos biológicos está a adquirir um produto saudável, extremamente saboroso e sem produtos químicos, para além disso, ajuda a preservar o ambiente", finalizou, garantindo que só consome produtos biológicos.Márcia Ferreira, uma jovem de 19 anos residente em Sever do Vouga, terminou os estudos e decidiu inscrever-se no curso. "Pretendo ajudar os meus pais na lavoura e incutir tudo o que aprendi junto deles para que se possam dedicar também à agricultura biológica", terminou.Durante o curso, os formandos ficaram a saber quais os objectivos da agricultura biológica, a importância da protecção das plantas e a presença de auxiliares, as técnicas de fertilização mais importantes, pecuária biológica e questões ligadas à legislação. No final do curso, o balanço foi positivo. "Os formandos tinham algumas noções básicas sobre a agricultura biológica e pretendem mudar as suas práticas agrícolas, contribuir para a defesa do ambiente. Tenho a certeza que alguns irão enveredar pela certificação", garantiu Conceição Penacho, formadora deste curso. No total, participaram 16 formandos (14 mulheres e dois homens), com idades compreendidas entre os 19 e 63 anos, maioritariamente de Sever do Vouga (13 pessoas), Oliveira do Bairro, Águeda e Oliveira de Frades.

Com a devida vénia, do Jornal de Notícias (28.07.2007)