23 setembro 2009
Praias do distrito de Aveiro a desaparecer
Praias do distrito de Aveiro a desaparecer
Uma comitiva do PND (NOVA DEMOCRACIA) na qual se incluíam o cabeça-de-lista às Legislativas por Aveiro, Edgar Jorge, o investigador científico João Bessa (Ovar), a advogada Águeda Faustino (Espinho) e o enfermeiro Francisco Santiago (Albergaria-a-Velha), todos candidatos, dedicaram esta terça-feira, dia 22 de Setembro, à zona costeira de Ovar.
A erosão da costa portuguesa é mais acentuada entre Espinho e a Torreira (Murtosa), onde o mar chega a conquistar 5 metros anuais, explicou João Bessa, doutorado em Geografia e membro da lista do PND por Aveiro durante a visita às praias de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro.
Os candidatos da NOVA DEMOCRACIA ouviram a população queixar-se das praias estarem a desaparecer. A explicação parece estar nas barragens (diminuição da quantidade de sedimentos fornecidos ao litoral) e molhes do Douro e o problema só poderá ser resolvido com a construção de paredões que minimizem o impacto das correntes marítimas.
Alguns projectos turísticos têm sido chumbados pelo Ministério do Ambiente, entre os quais um complexo em Carregosa, junto à praia do Furadouro (Ovar), com o argumento que a zona será afectada pela erosão costeira “num prazo de 137 anos!”.
O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional pretende a “reabilitação dos esporões e das defesas aderentes de Esmoriz, Cortegaça e Furadouro” entre 2007 e 2013. A obra ficará em cerca de 6,2 milhões de euros. “No nosso entender está a perder-se demasiado tempo numa obra que até é comparticipada em 70% por fundos comunitários”, refere Edgar Jorge lamentando os atrasos que afastam as pessoas desta região e levam-nas a procurar outras praias.
Ovar promove vida saudável
A Comitiva do PND ficou agradavelmente surpreendida pela grande quantidade de pessoas que praticam caminhadas e passeios de bicicleta à noite, entre Ovar e o Furadouro, numa distância de cerca de 5 quilómetros. “A pista ciclável e para caminhadas executada pela autarquia vareira ao longo de uma avenida plana mostrou-se um bom investimento”, refere Edgar Jorge, “já que são centenas de pessoas, para não dizer milhares, que diariamente apostam num modo de vida saudável utilizando aquela infra-estrutura que nem deverá ter custado muito aos cofres da autarquia e isto deverá servir de exemplo para mais autarquias”.
Novo Hospital em Águeda é de máxima urgência
Novo Hospital em Águeda é da máxima urgência
Uma comitiva do PND (NOVA DEMOCRACIA) na qual se incluíam o cabeça-de-lista às Legislativas por Aveiro, Edgar Jorge, a cabeça-de-lista deste partido à Câmara Municipal de Águeda e terceira na lista para as Legislativas, a advogada Alexandra Abrantes, e o enfermeiro Francisco Santiago deslocaram-se esta segunda-feira, dia 21 de Setembro, entre Águeda e Sernada para se inteirarem das condições em que viajam os utentes desta via férrea.
A comitiva partiu de Águeda no comboio das 19:08 e chegou à Sernada às 19:34 falando com alguns dos utentes que explicaram que esta linha férrea está desfasada da realidade dos tempos modernos. Os 26 minutos de comboio custam 1,20 euros a cada passageiro. Edgar Jorge diz que as composições têm comodidade inferior a alguns países do terceiro mundo e os horários estão desfazados das necessidades da população. “A culpa é da falta de investimento neste meio de transporte que, como existe actualmente, é apenas um sorvedouro de dinheiros públicos. Tal como se encontra não serve ninguém, nem mesmo os estudantes e reformados, praticamente os únicos passageiros”, denuncia Edgar Jorge, lembrando que durante a semana existem três ligações entre Águeda e Sernada que partem às 8:15, 10:11 e 19:08. “Entre a Sernada e Águeda os horários são ainda mais inexplicáveis”, refere Edgar Jorge lembrando os horários das partidas (6:57, 7:40 e 14:10).
Em Sernada do Vouga alguém desabafava à comitiva da NOVA DEMOCRACIA que longe vão os tempos em que aquele local era ponto de confluência de quem vinha de Espinho, Aveiro e Viseu. A Linha do Vale do Vouga foi desactivada entre Sernada do Vouga e Viseu a 31 de Dezembro de 1989 existindo actualmente apenas entre Aveiro e Espinho.
Urgências entupidas em Águeda
A Comitiva do PND visitou de seguida as urgências do Hospital de Águeda e recebeu inúmeros desabafos de utentes que ali se encontravam. Perto de três dezenas de pessoas aguardavam na sala de atendimento. Helena Lourenço explicou que o filho teve um acidente de trabalho mas como o SAP de Albergaria-a-Velha estava fechado teve de vir para Águeda onde aguardava a chamada para ser atendido há mais de uma hora. Pior estava uma aguedense que há duas horas esperava por notícias do pai no interior das urgências enquanto aguardava em pé. Durante esta visita às urgências do Hospital de Águeda a NOVA DEMOCRACIA observou chegar alguns casos graves de pessoas em macas com os bombeiros a pedir licença para passar pela sala de urgências. “Já não falamos em doenças contagiosas, como a Gripe A, que têm na sala de urgências de Águeda uma forma de propagação inaceitável”, acusa o cabeça-de-lista do PND por Aveiro.
“A nossa visita provou aquilo que andamos a defender há algum tempo, Águeda necessita com a máxima brevidade de um novo hospital, construído de raiz”, defende Edgar Jorge que recorda ainda a falta de condições em que se encontram os serviços de cardiologia e oftamologia.
Governos PS e PSD enganam Aveiro e Médio Vouga
Barragem de Ribeiradio/Couto de EstevesGovernos PS e PSD enganam Aveiro e Médio Vouga
A lista candidata às Legislativas 2009 do PND (NOVA DEMOCRACIA) por Aveiro acusa os governos PS e PSD de andarem a enganar a população de Aveiro e os concelhos do Médio Vouga.
Edgar Jorge, cabeça-de-lista da NOVA DEMOCRACIA refere que o Plano da Bacia Hidrográfica (PBH) do Vouga foi visto e aprovado em Conselho de Ministros de 4 de Outubro de 2001 e publicado no Decreto Regulamentar nº. 15/2002, de 14 de Março, “numa altura em que José Sócrates era Ministro do Ambiente”.
Neste documento podia ler-se que “este subprograma destina-se à construção de uma barragem de fins múltiplos no rio Vouga junto à povoação de Ribeiradio, no limite dos concelhos de Sever do Vouga e Oliveira de Frades, denominada «Barragem de Ribeiradio»”. Pretendia-se a criação de uma albufeira com capacidade de armazenamento para garantir o abastecimento aos concelhos abrangidos pelo sistema regional do Carvoeiro e para rega dos regadios do Baixo Vouga, servindo ainda para produção de energia eléctrica e para protecção contra cheias no rio Vouga”.
Em 9 de Abril de 2002, o Governo de Durão Barroso, com Manuela Ferreira Leite como Ministra das Finanças, viu o concurso público internacional lançado em 23 de Junho de 2000 pelo INAG (Instituto da Água) ser anulado pelo Supremo Tribunal Administrativo por irregularidades relacionadas com os espanhóis da COBA, autores do estudo prévio. “Mas não houve mais interesse deste Governo PSD/CDS-PP em relançar a obra”, acusa Edgar Jorge.
Já em Fevereiro deste ano, José Sócrates veio a Sever do Vouga anunciar com pompa e circunstância que “está na altura de recuperar o tempo perdido e corrigir um erro do Estado por ter abandonado esta obra” entregando a obra à GreenVouga, uma empresa privada detida pelo grupo Martifer e EDP.
“A promessa foi de que a infra-estrutura começaria em Junho de 2009, mas tal não aconteceu”, lembra Edgar Jorge, que também não acredita que as duas barragens (Ribeiradio e Ermida, quatro quilómetros a jusante) estejam a funcionar em Abril de 2013, conforme prometido.
O cabeça-de-lista da NOVA DEMOCRACIA por Aveiro acusa ainda a ingenuidade dos autarcas de Oliveira de Frades e Sever do Vouga que acreditaram nas promessas dos governantes e desafia os dois principais partidos a assumirem se este investimento vai ou não para a frente, seja executado com dinheiros públicos ou privados. “É que as populações de Aveiro e do Médio Vouga estão fartas de serem enganadas. Mais valia dizer de uma vez por todas que nem o PS nem o PSD estão interessados nesta obra”, conclui.
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