07 março 2008

Roteiro da Lampreia e da Vitela em Sever do Vouga

A partir de hoje, e até ao próximo dia 16, cinco restaurantes entram na Rota da Lampreia e da Vitela, organizada pela Câmara de Sever do Vouga e Associação Empresarial de Sever do Vouga, Estarreja, Murtosa e Albergaria-a-Velha.
A lampreia do Vouga - apesar de escassa este ano, devido à pouca pluviosidade - é conhecida pela qualidade, decorrente de ser mais dura que a capturada na ria. Daí a procura, que se deverá intensificar nos próximos dias, para comer a lampreia das mais diversas formas. Diz-se da lampreia que ou se adora ou se detesta. Foi a pensar nestes últimos que a organização juntou a vitela assada com batata e arroz do forno. "A qualidade do animal e o forno a lenha são fundamentais", explica Gracinda Castro, cozinheira do "Vitorino". A vitela é temperada de véspera com sal, picante, colorau, louro, salsa, cebola, alho, azeite, óleo, toucinho, banha e vinho branco. No dia, junta-se as batatas e vai duas horas ao forno.
SABER MAIS
Como ir Para quem vem do Norte ou do Sul, o melhor é entrar na A1, sair em Albergaria-a-Velha e seguir na A25 em direcção a Viseu. Saia no nó de Sever do Vouga e só tem de andar uma dezena de quilómetros.
PREÇOS
Nos restaurantes que integram a Rota (Santiago, Quinta do Barco, Praia Fluvial, Cortiço e Vitorino), as lampreias variam entre 30 (duas pessoas) e 60 euros (quatro). A vitela entre 7,5 (uma) e os 12,5 euros (duas).
Com a devida vénia, do JORNAL DE NOTÍCIAS

05 março 2008

Sever do Vouga: Assembleia com revelação surpreendente

A Assembleia Municipal de Sever do Vouga, realizada na sexta-feira (dia 29), trouxe aos membros municipais algumas revelações surpreendentes, trazidas a público pelo principal partido da oposição, o PSD.

Ainda antes do período antes da ordem do dia, José Braga, antigo presidente da concelhia do PSD (perdeu as últimas eleições para António Ferreira), fez uma comunicação que se revelou surpreendente para os presentes: "Como não nos revemos no actual PSD, a partir de hoje, seis dos elementos que pertenciam à bancada dessa partido, passam a constituir uma de independentes", afirmou, anunciando que consigo estavam Joaquim Zacarias, Severo Pereira, Nuno Silva, Manuel Henriques Soares e Rui Rocha, garantindo que está a ser pensado um projecto para apresentar nas próximas eleições autárquicas.
António Ferreira respondeu, aconselhando os elementos a "aceitarem a democracia, porque é necessário respeitar os eleitores"
No período antes da ordem do dia, Elisabete Pereira, eleita do PS, questionou o Executivo sobre a localização da segunda barragem de Ribeiradio, que motivou resposta imediata de Manuel Soares, presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga. "Vai ficar na represa dos Mortinhos, que vai obrigar à construção de um novo troço na Estrada Municipal 569, que liga a ponte de Pessegueiro do Vouga à Ermida, enquanto a barragem de Vilarinho vai ser desviada 700 metros para juzante, mais próximo do lugar da Ribeirada", anunciou.
A eleita do PS quis ainda saber pormenores sobre a realização do Festival da Terra, que vai abordar, em Sever do Vouga, questões relacionadas com o ambiente. Esta iniciativa vai decorrer entre os dias 5 e 8 de Junho e está intimamente ligada aos princípios de elaboração da Agenda 21 Local, que faz parte das grandes linhas de orientação do município.

TRIBUNAL PERDE ALGUNS SERVIÇOS
A questão da alteração do mapa judiciário em Portugal foi outro dos temas importantes discutidos na sessão. Almeida e Costa, presidente da Assembleia Municipal, deu a conhecer que o tribunal não iria encerrar, como se "fez circular pelo município, enquanto Manuel Soares anunciou que "vamos passar a ter dois juízos (pequena/média instância civil e criminal, este com moldura penal até aos oito anos) e estamos a fazer esforços para que o Tribunal de Menores fique em Aveiro e não passe para Estarreja como tem sido noticiado".
Francisco Veloso, eleito do PP, manifestou a sua preocupação nas notícias que ouvia. "Começamos a perder competências porque o Estado começa a ver-nos como um concelho do interior", disse, revelando que "o tribunal vai fechar a médio/longo prazo, sendo esta uma situação grave e preocupante".
No período antes da ordem do dia, Albano Macedo, do PS, mostrou-se muito crítico em relação à Confraria Gastronómica de Sever do Vouga. "Resta um traje e nada mais, os seus elementos devem mostrar dinamização", afirmou.
Joaquim Zacarias, agora elemento dos "independentes" saídos do PSD, acusou Manuel Soares de ter "gasto 30 milhões de contos em 18 anos sem se saber onde foram empregues, o que achamos de inqualificável" e considerou que a recente visita de José Sócrates a Sever do Vouga foi feita com "secretismo, quase a dizer que os severenses são terroristas".
O presidente da Câmara Municipal retorquiu, acusando de "inqualificável a campanha que andam a fazer contra a autarquia".
Quanto à visita do Primeiro-Ministro, o autarca revelou que "fui convidado na véspera".
A terminar, a Assembleia Municipal aprovou, por maioria, os regulamentos do Conselho Municipal de Segurança e de utilização do Centro de Artes e Espectáculos, e também a isenção de taxas de Imposto Municipal de Imóveis ao Vougapark.

Com a devida vénia, do jornal LITORAL CENTRO

23 fevereiro 2008

Aveiro: Municípios da Ria dispostos a criar "companhia" das águas

Aveiro, 22 Fev (Lusa) - Os onze concelhos que integram a Associação de Municípios da Ria (AMRia), liderada por Ribau Esteves, discutem segunda-feira a possibilidade de criar uma empresa para explorar as redes de água, de forma integrada.

É a alternativa a uma proposta da AdP-Águas de Portugal, que prevê a exploração integrada dos sistemas de água e saneamento, em alta e em baixa, para toda a região Centro, que não entusiasma os autarcas do Baixo Vouga.
A integração das redes é assumida como um percurso inevitável para os municípios, quer por indicação do Plano Estratégico para as Águas e Águas Residuais, definido pelo Governo, quer porque o Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) condiciona o financiamento europeu a investimentos intermunicipais, aparecendo as autarquias, isoladas, na cauda dos critérios.
No entanto, por considerarem as condições pouco atractivas para os seus municípios, os autarcas da Ria decidiram abrir concurso para o estudo do modelo de integração dos próprios sistemas, cujas propostas são conhecidas segunda-feira.
Aveiro é uma das câmaras com bastantes reservas à proposta das Águas de Portugal, explicadas à Lusa pelo vereador Pedro Ferreira, da administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS).
"As infra-estruturas dos SMAS têm um valor superior a 50 milhões de euros, mas a AdP quer pagar apenas 10 milhões porque desconta o valor dos fundos comunitários (70 por cento), quando não foram eles que deram o financiamento, além de deduzirem o que já foi amortizado (cinco milhões)", disse o autarca.
"No entanto, quando quiserem entregar a privados vão fazê-lo pelo valor do negócio, ou seja, no caso de Aveiro o valor de mercado será de 36 milhões de euros", acrescentou.
Pelos cálculos de Pedro Ferreira, Aveiro tem cerca de 37 mil contadores, "que, à taxa actual, dão, cada um, um lucro de mil euros em 50 anos", concluindo que "é nessa base que deve ser encontrado o valor do negócio".
"Para isso, fazemos nós, seja para concessionar ou para vender, porque não temos de subsidiar nas tarifas o preço de municípios do interior que têm a água mais cara e controlamos nós o processo sem ingerências da AdP", afirmou.
Pedro Ferreira entende que a proposta das Águas de Portugal não interessa, em especial para municípios que já têm as infra-estruturas, como é o caso de Aveiro, com uma cobertura de saneamento de 99,5 por cento, ou de Ílhavo, com cerca de 70 por cento, podendo, quando muito, ter interesse para Vagos, que só tem dez por cento da rede feita.
Se é assim no saneamento, por maioria de razão o argumento é válido para a distribuição de água, porque a maior parte dos municípios já tem infra-estruturas capazes.
"Em Aveiro, a água dá lucro, enquanto o saneamento e os resíduos sólidos urbanos dão prejuízo, pelo que o lucro da água tem de cobrir os prejuízos dos outros", assume Pedro Ferreira, embora reconhecendo ser necessário outro modelo de gestão, porque, isolados, os serviços municipalizados e câmaras têm constrangimentos.
No seio dos representantes na AMRia são admitidas três soluções, além da proposta da AdP.
Uma das possibilidades é criar uma empresa intermunicipal para explorar as redes de distribuição em alta e em baixa, em que as infra-estruturas continuam a pertencer aos municípios.
Pedro Ferreira exemplificou como seria arquitectada essa alternativa: "No caso de Aveiro, que já tem as infra-estruturas, a empresa pagaria ao município os 36 milhões, enquanto no caso de Águeda, que tem ainda o investimento a fazer e representa um negócio de 16 milhões, a autarquia obteria por essa via 70 por cento de financiamento dos fundos comunitários e, como o investimento da Câmara seria de seis milhões, receberia 10 milhões de euros".
Uma variante desta solução, é associarem-se a um parceiro privado com conhecimento do negócio e a terceira hipótese é ser a empresa a constituir pelos 11 municípios a concessionar a exploração a um privado.
"As soluções intermunicipais são o futuro, porque não temos a dimensão de Lisboa e faz todo o sentido repensar a distribuição em baixa ao nível da bacia hidrográfica, até porque a água vem toda do mesmo sítio e não se compreende que as tarifas sejam diferentes", disse.
"Estão a ser feitos estudos sobre essas três possibilidades e depois iremos comparar com o modelo proposto pelas Águas de Portugal e decidir", explicou.
A AMRia integra os municípios de Águeda, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Mira, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos.

Com a devida vénia, da Lusa

22 fevereiro 2008

Ecopista na linha do Vale do Vouga

A REFER e as autarquias por ela atravessadas vão transformar a antiga linha de caminho-de-ferro do Vale do Vouga numa ecopista. O objectivo é ligar Viseu a Sernada do Vouga.

O director do património da REFER – Rede Ferroviária Nacional, E. P., José Manuel Teixeira, reuniu-se em Oliveira de Frades com autarcas dos concelhos atravessados pela antiga linha ferroviária do Vale do Vouga. Em cima da mesa, esteve o projecto de criação de uma ecopista, que aproveite o corredor por onde passava o caminho-de-ferro. Para a Rede Ferroviária Nacional, a adaptação dos corredores ferroviárias em ecopistas “é hoje ponto assente, à semelhança do que é feito em países como os Estados Unidos, França, Inglaterra e Espanha, criando-se rotas de passeio não motorizado, de lazer, de desporto e de contacto com a natureza”.


Depois de numa primeira fase, a REFER ter avançado com um estudo paisagístico, são agora chamadas as autarquias para a elaboração de um estudo de execução. Para José Manuel Teixeira, este projectos têm interesse para as populações locais e não só, pois sabe-se que “há no turismo nacional e estrangeiro, um grande mercado com apetência para desfrutar deste tipo de estruturas, e simultaneamente tomar contacto com as realidades locais desde a gastronomia, património e paisagem”.


Neste encontro, começou a ser definida uma estrutura “que permita encontrar as melhores formas no sentido de elaborar o projecto, que depois vai ser candidato ao QREN – Quadro de Referencia Estratégico Nacional, de modo a dispor-se de alavanca financeira que permita a sua concretização”, referiu José Manuel Teixeira. As ecopistas vão ser consideradas “percursos dentro do domínio público ferroviário”, já que o canal onde passava a linha de caminho-de-ferro continua a ser propriedade da REFER. A conservação, exploração e promoção dos percursos será entregue a uma entidade a ser criada pelas câmaras municipais.


Os representantes das sete autarquias, Viseu, São Pedro do Sul, Vouzela, Oliveira de Frades, Sever do Vouga, Águeda e Albergaria-a-Velha, saíram do encontro confiantes no avanço do projecto. Segundo Luís Vasconcelos, presidente da câmara de Oliveira de Frades, “ficou já decido avançar com o projecto”.


A responsabilidade da respectiva concretização e posterior candidatura ao QREN ficou entregue às associações de municípios Dão/Lafões e Baixo Vouga. O objectivo referiu o autarca, “é termos, num futuro próximo, uma ecopista desde Viseu a Sernada do Vouga”.


A REFER e as câmaras de Viseu, Tondela e Santa Comba Dão estão também avançar com um projecto idêntico para o ramal do Dão. No concelho de Viseu, parte do antigo corredor da linha de caminho-de-ferro já foi transformada numa ecopista.


Com a devida vénia, do diário "As Beiras"

Lampreia: Iguaria factura 5,2 milhões

Todos os anos são mais de dois mil os pescadores portugueses que abastecem os 250 restaurantes especializados em fazer pratos com lampreia. A crise afecta a procura da iguaria mas há quem faça 400 quilómetros para a degustar.
Para os pescadores a lampreia é um sempre bem-vindo subsídio de férias, mas para muitos restaurantes que a confeccionam e servem é como encontrar ouro no rio. As mais de 50 mil lampreias que os portugueses consomem entre meados de Janeiro e finais de Abril rendem cerca de 5,2 milhões de euros.
O bolo é repartido de forma desigual: 1,1 milhões de euros para os pescadores (a 20 euros por lampreia) e 4,1 milhões de euros para os restaurantes (75 euros cada). Não pode esquecer-se que são os restaurantes que pagam aos pescadores, pelo que, à facturação de 4,1 milhões de euros, há que deduzir o custo do ciclóstomo, resultando para os empresários um ganho global de três milhões de euros.
Como, segundo as últimas estimativas, haverá nos vales do Minho, Lima, Cavado, Douro, Vouga, Mondego, Tejo e Guadiana mais de dois mil pescadores de lampreia e, um pouco por todo o País, cerca de 250 restaurantes a confeccionam, conclui-se que, em média e por época, cada pescador embolsa 550 euros e cada restaurante factura 16 500 euros e encaixa uns 12 mil. É claro que para atingir estes valores um pescador tem de apanhar pelo menos 30 lampreias por safra e o restaurante servir 220. Uns ficam muito aquém, mas outros conseguem o dobro.
Este ano as coisas nem estão a correr mal. Sobretudo para a pesca. Apesar de os rios não levarem muita água, a chuva de Novembro e Dezembro garantiu um caudal aceitável, que permite a subida sem sobressaltos para a desova.
No nosso país, com destaque para algumas zonas ribeirinhas, como é o caso de Monção, Ponte de Lima, Esposende, Entre-os-Rios, Sever do Vouga, Figueira da Foz, Tomar, Constância, Mação, Santarém ou Vila Real de Santo António, mais de 250 restaurantes têm nos pratos confeccionados com lampreia uma das suas mais importantes fontes de receitas.
Com a devida vénia, do Correio da Manhã

15 fevereiro 2008

Saúde em Sever do Vouga partilhada com Águeda, Oliveira do Bairro e Anadia

Sever do Vouga vai integrar o futuro Agrupamento de Centros de Saúde (ACS) que abrange, além deste concelho, Águeda, Oliveira do Bairro e Anadia.

Os ACS deverão ser constituídos até ao final deste ano. Na área da Sub-Região de Aveiro serão criados três. Além do referido será formado outro por Aveiro, Ílhavo e Vagos e o terceiro por Ovar, Murtosa, Estarreja e Albergaria-a-Velha.