13 fevereiro 2008

Incêndio em Dornelas circunscrito

13.02.2008 - 20h38 Lusa
O incêndio florestal que deflagrou hoje às 15h10 na freguesia de Dornelas, concelho de Sever do Vouga, foi circunscrito às 19h52, de acordo com a página na Internet da Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Apesar da anunciada baixa de temperaturas para hoje, e de ser uma situação anormal para a época do ano, o incêndio esteve activo durante quase cinco horas, com duas frentes.No local, um eucaliptal, estiveram 103 homens e 29 veículos de onze corporações de bombeiros.O presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga e o vereador da Protecção Civil acorreram também ao local para assistirem ao desenrolar das operações. Já o governador Civil de Aveiro esteve no Comando Distrital de Operações de Socorro.


Com a devida vénia, do Público

10 fevereiro 2008

Sever do Vouga: Trabalhadores acreditam na reactivação da Metalicis

Cerca de 40 trabalhadores da metalomecânica Metalicis, de Sever do Vouga, foram confrontados com o fecho da empresa. Para este encerramento, parece não haver outra razão a não ser os motivos de saúde invocados pela administradora. Os trabalhadores querem manter a empresa a laborar mas se não o conseguirem serão absorvidos pela indústria da zona.

O grupo de cerca de 40 trabalhadores da Metalicis, de Sever do Vouga, que encerrou na passada segunda-feira, optou por aguardar, pelo menos até segunda-feira, até ter conhecimento do resultado das iniciativas em desenvolvimento para tentar encontrar uma solução. Enquanto isso, decidiram entregar uma providência cautelar no Tribunal de Aveiro, também na próxima segunda-feira, no sentido de travar o encerramento da empresa, na qual chamam a atenção para os prejuízos, que podem atingir os 100 mil euros, pela falta de cumprimento dos prazos de entrega de encomendas. Segundo apurou o Diário de Aveiro, os trabalhadores estão na disposição de manter a produção, embora Augusto Cardoso, dirigente do Sindicato Nacional da Indústria e da Energia, reconheça que «não se pode fazer nada, tudo depende da administradora da empresa». A Metalicis cede a mão de obra para a produção de cisternas para a empresa A. Silva Matos, que é proprietária das instalações, equipamentos e materiais. Quando tinha trabalhos em curso, os trabalhadores foram confrontados com o encerramento inesperado. Num comunicado aos trabalhadores, a administração da Metalacis – Cisternas de Portugal, anuncia a suspensão «provisória da actividade até que a Assembleia de Credores decida qual o seu futuro». A administração diz no comunicado que a suspensão se deve a «razões que foram transmitidas a todos os senhores trabalhadores». Ontem, o Diário de Aveiro não conseguiu contactar a administração, Ana Castro e Dalila Castro, mas as razões evocadas apontavam para questões de saúde de Ana Castro, já que Dalila Castro se encontrava afastada da gestão diária da empresa. Segundo transmitiu o dirigente sindical, os trabalhadores irão aguardar por diligências que envolverão a A. Silva Matos, o Tribunal e a Câmara de Sever do Vouga. O líder da autarquia, Manuel Soares, não adiantou qualquer comentário ao assunto, apenas confirmando que está empenhado em «ajudar a resolver» esta questão. De qualquer forma, segundo o comunicado aos funcionários, a administração informa que os trabalhadores «poderão, se assim o entenderem, suspender os contratos e solicitar o pagamento das prestações de desemprego a que têm direito». Também comunica que a empresa não poderá pagar «a retribuição de Fevereiro na data do seu vencimento ou sequer nos 15 dias subsequentes». No meio desta questão, o que costuma ser normal não está a acontecer com os trabalhadores desta empresa. Não haverá um cenário de desemprego devido ao encerramento da empresa, uma vez que a indústria da zona poderá absorver a mão-de-obra que a Metalicis geria. Anteontem, junto à empresa, uma outra unidade industrial do sector afixava cartazes a pedir trabalhadores para a área dos que tinham acabado de ver fechar a porta.


Com a devida vénia, do Diário de Aveiro

08 fevereiro 2008

Metalicis fechou portas

O jornal Beira Vouga noticiava em 14 de Dezembro de 2007 que "as empresas A. Silva Matos – Equipamentos de Transportes, SA e a Metalicis – Cisternas de Portugal SA estabeleceram um consórcio interno que visa dar uma resposta altamente competitiva no mercado internacional que procura equipamentos de transporte para produtos perigosos, assim como trazer um impulso significativo relativamente às opções disponíveis no mercado nacional destes equipamentos”.
Entretanto, soube Verde Vouga, a Metalicis encerrou portas a 6 de Fevereiro de 2008 e os trabalhadores aguardam com expectativa a possibilidade do grupo A. Silva Matos vir a ocupar o espaço que outrora pertenceu à Metalovouga e a integrá-los no grupo empresarial com sede em Sever do Vouga.

07 fevereiro 2008

Optimismo na construção da Barragem de Ribeiradio/Couto de Esteves

"Em que ano será lançada a primeira pedra da Barragem de Ribeiradio/Couto de Esteves?". Esta foi a pergunta que o Verde Vouga lançou no ar. O optimismo parece reinar entre os navegadores do Blog.
Cerca de 33% considera que a barragem começará a ser construída ainda durante este ano (2008) e 25% apontam para 2009 o ano do arranque da obra a cargo do consórcio Martifer/EDP.
Mais pessimistas estão 25% dos que votaram nesta sondagem, considerando que a barragem que ligará as duas margens do Vouga, entre Couto de Esteves e Ribeiradio jamais irá ser construída. 16% acreditam que será construída mas só depois de 2010.

11 dezembro 2007

Família desalojada em Talhadas

Uma família de três pessoas ficou no domingo, dia 9 de Dezembro, desalojada, na sequência de um incêndio que destruiu completamente uma habitação em Talhadas, no concelho de Sever do Vouga. A proprietária da casa, uma viúva de 88 anos, estava a fazer chá na cozinha, quando se apercebeu das chamas que já irrompiam violentamente pela sala, em direcção aos outros compartimentos.

Na altura do incêndio, cerca das 17h00, a filha de 60 anos “estava lá fora” e, quando se apercebeu, só teve tempo de chamar a mãe e “fugir daquele inferno”, como descreveu uma das vítimas. Quando os seis bombeiros da corporação de Sever do Vouga, apoiados por duas viaturas, chegaram ao local, já nada puderam fazer, a não ser evitar que as chamas alastrassem às casas vizinhas. Segundo a octogenária, na origem deste incêndio poderá ter estado uma vela que supõe ter deixado acesa.No local, o vereador responsável pela Protecção Civil, Raul Duarte, garantiu o apoio à família, que irá ficar alojada temporariamente na “casa dos correios”, propriedade da Junta de Freguesia. A prioridade da autarquia foi, além do alojamento, arranjar roupas e alimentos para a família – que inclui ainda um homem com 57 anos, filho da proprietária –, contando para isso com a solidariedade dos vizinhos. “Esta é uma família que vai precisar de apoio, e nós, Câmara Municipal, estamos cá para ajudar”, garantiu o vereador.

Com a devida vénia, Francisco Manuel do "Correio da Manhã"