04 dezembro 2007

Empresas severenses deram lucros de 6,5 milhões em 2006

As empresas do concelho de Sever do Vouga deram um lucro tributável de 6,5 milhões de euros em 2006, segundo revelou fonte da DGCI (Direcção-Geral de Contribuição de Impostos).

No entanto, no distrito de Aveiro, Sever do Vouga ficou apenas à frente de Castelo de Paiva (5,6 milhões de euros) e Murtosa (2,6) e atrás de Arouca (8,2) e Vagos (12,1).

Os dados divulgados apenas entram em linha de conta com empresas com volume de negócios acima dos 150 mil euros. Nestas condições estão 163 empresas severenses.

Aveiro foi o concelho deste distrito mais lucrativo, com as empresas a registarem 182,6 milhões de euros de lucros, seguido de Santa Maria da Feira (105,3), Oliveira de Azeméis (84,7), Ovar (82,9) e Águeda (72,8).

02 dezembro 2007

Europa atribuiu 1º. Prémio a Sever do Vouga

O 1º. Prémio na categoria "Iniciativa Empresarial Responsável", dos "European Enterprise Awards”, promovido pela Comissão Europeia e dinamizado a nível nacional pelo IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Medias Empresas e à Inovação, veio para Sever do Vouga.

O Município de Sever do Vouga e a Solidários receberam o 1.º Prémio na categoria “Iniciativa Empresarial Responsável” dos “Prémios de Iniciativa Empresarial", com o projecto “JeitoBioRual”.

O prémio foi entregue no passado dia 12 de Novembro, no Centro Cultural de Belém, Lisboa, pela mão do Presidente do IAPMEI, Jaime Andrez, numa cerimónia que contou com a presença do Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.

A candidatura foi apresentada no mês de Junho, elaborada pela AGIM, sob a orientação de Sofia Freitas, e a Solidários (Couto de Esteves), liderada por José Braz, tendo por base o projecto “JeitoBioRural”, criado em 2004, e visa a certificação de competências escolares e profissionais em grupos de mulheres, trabalhando a sua auto-estima e criando condições para iniciativas empresarias, designadamente de agricultura biológica.

Os destinatários deste projecto são mulheres desfavorecidas dos concelhos de Sever do Vouga, Oliveira de Frades, São Pedro do Sul e Vale de Cambra. VERDE VOUGA sabe que uma das agricultoras envolvidas, de Sever do Vouga, tem já 3 hectares afectos à agricultura biológica e toda a produção tem garantido o escoamento para uma cooperativa do Porto.

07 novembro 2007

Galp perdeu Barragem de Ribeiradio por erro burocrático

O concurso para a barragem de Ribeiradio foi ganho pela EDP, depois do afastamento da Galp por uma formalidade.

As expectativas do mercado confirmaram-se. A EDP e a Martifer são as vencedoras do concurso para a construção da central hidroeléctrica de Ribeiradio, no rio Vouga, com uma capacidade instalada de 70 MW.

Uma conquista assegurada, sem luta, na secretaria, depois do único candidato a apresentar uma proposta concorrente, a Galp em parceria com a Enersis, ter sido afastado devido a uma formalidade técnica: um embrulho mal feito.

Um erro, que apesar de ser considerado sanável pela Galp/Enersis e de não contar com a oposição do consórcio formado pela EDP/Martifier, mereceu parecer negativo do júri do concurso.

O projecto de Ribeiradio, o primeiro que se realiza em Portugal após a liberalização plena do mercado eléctrico e que é considerado um balão de ensaio para os novos concursos que se avizinham, já nasceu envolto em polémica.

Apesar de ter despertado o interesse de várias empresas, a desilusão instalou-se assim que saiu o caderno de encargos lançado pelo Instituto Nacional da Água.

Além de considerarem o prazo para entrega das propostas extremamente curto, uma premissa do concurso deixou o sector em polvorosa: a exigência de experiência na operação de centrais com mais de 30 MW.

Uma limitação que deixa de fora todas as empresas com interesses na área das renováveis, como é o caso da Enersis, que exploram pequenas centrais hídricas, as quais por imposição da legislação não podiam ter mais de 10 MW. Requisito que afasta ainda a Galp e a Martifer. Um problema que esta última resolveu, associando-se à EDP, a única eléctrica, além das espanholas, que satisfaz esta exigência.

Outra questão contestada prende-se com a impossibilidade de se poderem apresentar propostas alternativas à da Martifer, a primeira empresa a mostrar interesse por esta localização. A concorrência via-se assim obrigada a contemplar duas barragens reversíveis, o que não permite marcar a diferença das propostas, queixa-se a concorrência.

Razões que levaram a Galp/Enersis a optar por não recorrer da decisão do júri, preferindo o que no sector se designa por acumular capital de queixa para os próximos concursos.

Apesar de formalmente ainda não ter sido notificada da vitória, a EDP vê novamente reforçados os seus activos na área da produção, depois de ter assegurado, não só a luz verde de Bruxelas para avançar com a central hidroeléctrica do Baixo Sabor, como a concessão da exploração da barragem do Alqueva.

Fortemente contestada pela concorrência pela posição de hegemonia que continua a manter na área da produção, a EDP garante, no entanto, que irá participar na corrida a todos os projectos que sejam lançados pelo Governo.

Para a Martifer, esta será a estreia na produção hidroeléctrica depois de ter ganho, juntamente com a Galp e a Enersis, o concurso para a atribuição de 400 MW de licenças eólicas. O grupo liderado por Carlos Martins garantiu ao DE que esta é uma área que está a desenvolver na Roménia e que irá igualmente posicionar-se para os próximos concursos em Portugal.


Com a devida vénia do Diário Económico (07/11/2007)

11 outubro 2007

Solidários e UTAD promovem Seminário em Sever do Vouga

Após terem escutado 202 pessoas e entidades, a Fundação Solidários, sedeada em Couto de Esteves, e o CETRAD-Centro de Estudos Transdisciplinares para o Desenvolvimento da UTAD (Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro) vão organizar o Seminário "Estudo para a uma Formação específica em Meio Rural: avaliar impactos e construir modelos ajustados" que decorrerá no Centro das Artes e do Espectáculo, em Sever do Vouga, no dia 19 de Outubro.
O Seminário começa às 10 horas e encerra às 17 horas com uma sessão em que participarão Rui Nobre Gonçalves (Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas), Manuel Soares (Presidente da Câmara Municipal de Sever do Vouga), um representante da UTAD e José Brás (Solidários).
O Seminário pretende apresentar as conclusões do estudo elaborado pelos promotores, discutir os efeitos da formação com os actores do território, debater propostas de formação e acompanhamento ajustados ao meio rural e propor medidas para enquadrar a formação como instrumento de desenvolvimento territorial.

11 setembro 2007

EDP remodela rede em Sever do Vouga

Segundo adiantou ontem (10 de Setembro) a agência Lusa, a EDP prepara-se para remodelar a rede em Albergaria-a-Velha, Águeda e Sever do Vouga e o reforço em várias zonas industriais, como Águeda e Oliveira de Azeméis, com alguns trabalhos já em execução e outros adjudicados.

O plano de investimentos prevê ainda a interligação de linhas entre Avanca e Murtosa e a colocação de um cabo submerso na Ria de Aveiro para servir S. Jacinto e a Torreira. Será o terceiro cabo submerso do país, num investimento superior a 665 mil euros, destinado a criar alternativas de abastecimento, revelou fonte da empresa.

O projecto, cujo processo de licenciamento está a ser centralizado pela Administração do Porto de Aveiro (APA) e aguarda ainda pareceres do Ministério do Ambiente e das autarquias, visa acabar com as falhas de energia nas zonas de S. Jacinto e da Torreira, de onde provêm a maioria das queixas de consumidores no distrito, contando a EDP que em meados do próximo ano possa entrar em funcionamento.

A revelação foi feita pelo director de rede e clientes do Porto, António Santos Ferreira, na apresentação do Plano Específico para a Melhoria da Qualidade do Serviço no Distrito de Aveiro, que prevê um investimento global de três milhões de euros.

A EDP apenas possui cabos submersos no Barreiro e em Olhão, e pretende que o da Ria de Aveiro seja instalado entre o cais de granéis sólidos do Porto de Aveiro e o posto de transformação de S. Jacinto, numa extensão de cerca de 800 metros.

O processo de licenciamento está a ser centralizado, a pedido da EDP, pela APA, que já emitiu o seu parecer favorável, e passará a beneficiar de uma saída directa da subestação da Gafanha para as instalações portuárias.

Ainda em falta, mas "dentro dos prazos", estão os pareceres do Ministério do Ambiente e das câmaras de Aveiro e de Ílhavo.

Luís Carvalho reconhece que se trata de uma obra com algumas condicionantes, por atravessar o principal canal de navegação, com fundos móveis e onde transitam navios de grande calado.

O local está também inserido na Rede Natura 2000, mas o responsável pela área operacional de Aveiro está confiante no licenciamento, dado que já existe na mesma zona o pipeline que liga o Porto de Aveiro ao complexo químico de Estarreja.

Com a devida vénia, da Agência Lusa/MSO.

Seis escolas fecham em Sever do Vouga

Seis estabelecimentos escolares vão encerrar este ano em Sever do Vouga na sequência da requalificação escolar que o Ministério da Educação está a fazer.

Três escolas em Rocas do Vouga (Nespereira, Sanfins e Irijó), duas em Cedrim (Paçô (na foto) e Carrazedo) e uma em Couto de Esteves (Lourizela) não deverão abrir portas já este ano de 2007/2008, apurou Verde Vouga.

Apesar desta medida governamental, as escolas de Rocas do Vouga previstas para fechar este ano poderão manter-se em funcionamento uma vez que a Câmara Municipal de Sever do Vouga considera que a escola da sede da freguesia não tem condições de acolhimento de mais crianças.

A Carta Escolar de Sever do Vouga, aprovada em Janeiro de 2007, prevê que nos próximos anos apenas funcione uma escola do 1º. ciclo por cada freguesia do concelho de Sever do Vouga.

Os argumentos do Ministério da Educação para encerrar os estabelecimentos de ensino são de que desta forma proporciona-se "melhores condições de aprendizagem aos alunos" e, como tal, pretendem "encontrar soluções para a suspensão de escolas situadas em zonas isoladas, com reduzido número de alunos, um único docente e com falta de recursos indispensáveis à prossecução do sucesso educativo".

05 setembro 2007

Sever do Vouga: Desemprego baixou 2,03% no último ano

O desemprego baixou 2,03% em Sever do Vouga entre Julho de 2006 e o mesmo mês de 2007. Mesmo assim este município foi o que registou menor decréscimo entre os cinco que fazem parte do Centro de Emprego de Águeda.
Águeda registou o maior decréscimo no desemprego do último ano (-22,22%). Albergaria-a-Velha também baixou no desemprego (-18,75% nos últimos doze meses), assim como Anadia (-8,30%) e Oliveira do Bairro (-7,53%).
Os cinco municípios que fazem parte do Centro de Emprego de Águeda registaram um decréscimo no desemprego de 15,61% no último ano. José Rabaça, director do Centro de Emprego de Águeda, disse ao jornal Soberania do Povo que “tem-se registado um aumento das ofertas porque o mercado está à procura de mais pessoas”, sublinhando que os desempregados estão a encontrar pelos seus próprios meios os locais de emprego.
As ofertas de emprego não são, contudo, abrangentes a todos os sectores e “sobretudo na área administrativa, continua a ser difícil a colocação dos desempregados”, disse o responsável pelo Centro de Emprego de Águeda.
Por sexos, continuam a ser as mulheres as mais afectadas, assim como os indivíduos com baixas qualificações escolares. As mulheres representavam 66,55% do total de desempregados em Julho de 2006, enquanto no mesmo mês de 2007 eram 68,78%. Todavia, foram registadas menos 397 desempregadas neste período.
Os inscritos há menos de um ano foram aqueles que tiveram o maior decréscimo (-22,17%), enquanto os desempregados de longa duração apenas baixaram 4,55%. Os desempregados com idades mais elevadas foram os que registaram os maiores decréscimos do último ano. A faixa etária entre os 35 e os 54 anos baixou significativamente (-18,79%), logo seguida dos desempregados com mais de 55 anos (-14,54%).